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Por que proibir o trabalho remoto pode ser perigoso para sua empresa?

As companhias dos mais diversos segmentos perceberam a importância de se fornecer os dispositivos certos para facilitar o trabalho dos colaboradores

Por que proibir o trabalho remoto pode ser perigoso para sua empresa?

O conceito da experiência do usuário nunca esteve tão em alta entre as empresas. Nos mais diversos segmentos, em todo o globo, os líderes finalmente compreenderam que, para melhorar a experiência do cliente, é necessário que a experiência do funcionário seja levada em consideração tanto quanto a do consumidor final: em recente pesquisa do The Economist, 36% dos 1.100 executivos C-level entrevistados em oito países apontaram que a principal razão para melhorar a experiência do funcionário é a experiência do cliente.

No Brasil, isso não é diferente. As companhias dos mais diversos segmentos perceberam a importância de se fornecer os dispositivos certos para facilitar o trabalho dos colaboradores e, assim, aumentar sua experiência e, consequentemente, a produtividade. Na recente pesquisa O trabalhador digital em 2019, realizada pela Citrix em diversos países da América Latina – inclusive o Brasil – apontou que 41,80% das empresas do nosso país fornecem smartphones para seus colaboradores, e outras 30,33% fornecem notebooks.

Apesar da boa notícia neste aspecto, todos esses dispositivos são, na verdade, subaproveitados: 68,03% dessas mesmas empresas não permitem o trabalho remoto. Ou seja, as ferramentas estão disponíveis, mas não são utilizadas em todo o seu potencial. Uma explicação que ouço constantemente é a de que essa medida é tomada para evitar que os colaboradores acessem dados da empresa em dispositivos pessoais e, portanto, fora da “jurisdição” do TI da companhia.

E onde é que entra o perigo nessa história?

Explico: apesar da grande maioria das empresas não permitir o trabalho remoto e a utilização dos dispositivos para essa finalidade, mais de 20% dos usuários guardam informações do trabalho em pendrives para terminar suas tarefas em casa ou em outro local. Outros 18.85% enviam as informações para o e-mail pessoal para essa mesma finalidade.

Conclusão: tendo acesso ou não fornecido pela TI, o colaborador sempre procura um jeito de fazer seu trabalho – fenômeno conhecido como shadow IT (“TI nas sombras”). Isso pode ser uma grande porta de entrada para ciberataques e um chamariz para o roubo de dados corporativos.

Os números comprovam: não adianta proibir o trabalho remoto com a alegação de “falta de segurança” para com os dados da empresa: 27,59% dos entrevistados confirmaram que sua respectiva companhia não provê as aplicações necessárias para que eles executem suas tarefas. Enquanto os líderes se preocupam com a prerrogativa de resguardar as informações confidenciais, elas continuam sendo expostas por meio do shadow IT e o verdadeiro problema – as aplicações inadequadas – continua intocado.

Com a transformação digital cada vez mais presente, é a hora das empresas perceberem que não adianta proibir o acesso remoto às aplicações corporativas, mas sim fornecer todas as condições para que elas sejam acessadas com segurança e facilidade – e de qualquer lugar.

Por Luis Banhara, diretor-geral da Citrix Brasil

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