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Processos manuais ineficientes dificultam as iniciativas do RH

A presença de processos manuais é apontada como o maior entrave para que o RH assuma posições mais alinhadas ao planejamento estratégico da empresa

Processos manuais ineficientes dificultam as iniciativas do RHCada vez mais o RH é cobrado a assumir uma posição mais estratégica dentro do negócio, mas nem sempre essa cobrança vem acompanhada da oferta de ferramentas e sistemas que levem mais eficiência e agilidade ao departamento. Sem automatização, dependendo de processos manuais, como a equipe de RH terá tempo e recursos para se engajar em tarefas mais estratégicas?

Na verdade, a presença de processos manuais é apontada como o maior entrave para que o RH assuma posições mais alinhadas ao planejamento estratégico da empresa, como mostra uma pesquisa da Access – What´s hindering HR success in 2019? – com cerca de 350 líderes de RH norte-americanos e canadenses. Mesmo não contando com respondentes brasileiros, esses problemas se repetem em todas as empresas e as conclusões servem de alerta para todos os profissionais de RH.

Quando indagados sobre o que mais dificulta as iniciativas do RH, os respondentes apontaram como principal entrave a presença de diversos processos manuais ineficientes. Confira as respostas:

Além disso, 71% dos entrevistados afirmaram que cerca de 40% do tempo do departamento é gasto com tarefas burocráticas, e o pior é que 34% indicaram que esse índice chega a 60%. Individualmente, cada profissional de RH investe pelo menos 41% do seu tempo administrando tarefas de back-office.

A solução é simples. Processos manuais ineficientes podem ser melhorados com o uso de tecnologia e sistemas de automação, oferecendo ao RH a capacidade de ter total controle dos documentos e dos processos de negócio necessários para maximizar a eficiência, seguindo requisitos de conformidade e políticas de segurança.

Os objetivos internos do RH

Processos manuais ineficientes dificultam as iniciativas do RHA pesquisa também procurou identificar quais ações eram consideradas as mais importantes para melhorar o funcionamento do RH. E não foi surpresa voltarmos à questão da automação de processos, citada por 55% dos respondentes. Para os entrevistados, acabar com os processos manuais é a saída para ganhar em eficiência e produtividade. Mas também indicaram que essa automatização deve vir acompanhada de uma avaliação dos processos, que devem estar adequados para um novo cenário. Não adianta simplesmente pegar o que já não é o ideal e automatizar.

Outros pontos importantes citados pelos entrevistados são a necessidade de simplificar as operações de back-office, e implantar ferramentas de Analytics para transformar o grande volume de dados que estão disponíveis em inteligência.

O problema é que as equipes de RH não têm tempo para procurar soluções que melhorem a eficiência do departamento, já que o seu tempo é ocupado com tarefas burocráticas, o que contribui para a ineficiência das operações. E, sem o apoio da liderança e liberação de verbas, esse ciclo vai se repetindo ao longo do tempo.

Qual é o papel do RH?

Apesar de reconhecerem que precisam assumir um papel mais estratégico, 76% dos respondentes afirmaram que têm um papel mais administrativo e burocrático. Mas as equipes também precisam estar alinhadas aos objetivos estratégicos da empresa relacionados à produtividade, engajamento, aumento das vendas e satisfação do cliente. Esses objetivos certamente estão relacionados à cultura, parceria e estratégia, e não só à administração.

Entretanto, o RH só poderá assumir esse novo papel a partir do momento em que estiver livre de processos manuais ineficientes, e as equipes possam deixar de lado a burocracia e passar a investir o seu tempo em ações estratégicas, que gerem realmente valor para o negócio. Com a automatização de processos, como a oferta de sistemas de autoatendimento para os funcionários, entre outros, os participantes acreditam que poderiam reduzir em até 40% o tempo gasto com tarefas de back-office. Com tudo isso, está mais do que claro que é hora de deixar de lado os processos manuais e investir em inovadoras tecnologias.

Por Juliana Ferreira, diretora de RH da Access

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