Gestão

RH conta com um programa diferenciado de intercâmbio

É unanimidade na política de recursos humanos de que cada vez mais as empresas precisam inovar para atrair e reter talentos, até mesmo por conta, de nos últimos anos a remuneração está  perdendo seu papel de destaque entre os indicadores de tomada decisão de colaboradores entre permanecer nas empresas ou mudar de trabalho, e os recursos não financeiros são, na maioria das vezes, um fator determinante.

 

Foi com também com este pensamento, mais o desejo de presentear os seus colaboradores, que há 15 anos, quando completou 150 anos de atuação, que o Grupo Freudeberg, criou programa de intercâmbio conhecido como Tanner – Travel And Navigate New Exciting Roads

 

Trata-se de um programa em que os filhos de colaboradores, jovens entre 14 e 20 anos, viajam o mundo, conhecem outras culturas, ampliam seus horizontes e ganham uma bagagem de vida inestimável. Além disso, tem a oportunidade de melhorar suas habilidades com outros idiomas e fazer amigos, algo que agrega benefícios em termos de educação e carreira.

 

No Tanner os  jovens passam de duas a três semanas hospedados com uma família anfitriã, que more e trabalhe em uma das localizações globais do Grupo Freudenberg. Desde a sua criação os países que mais atraem interesse no programa são Alemanha, Estados Unidos e Espanha e o período de férias escolares é quando a maioria das viagens é realizada.

 

De acordo com a área de RH no Brasil, nestes 15 anos a participação brasileira tem sido expressiva, das 1.000 viagens já realizadas globalmente, 41 jovens brasileiros e 44 famílias anfitriãs receberam filhos de colaboradores de outros países, e até o final deste ano, estão programadas mais duas viagens, com isso a expectativa é de que o programa tenha promovido 1.060 intercâmbios pelo mundo.

 

Simone Sá, gerente de RH e Comunicação Corporativa do Grupo Freudenberg na América do Sul, explica que não é um simples programa de intercâmbio, uma vez que os jovens ficam hospedados nas residências de colaboradores em outros países, é promovido também um engajamento corporativo, pois a  ligação com o Grupo Freudenberg é um ponto em comum entre o viajante e os anfitriões, que gera um sentimento de pertencer à família global, “Nosso desejo é que todos os filhos dos nossos colaboradores possam ter esta oportunidade, especialmente aqueles jovens cujos pais não têm condições de financiar uma viagem para outros países”, conta Simone.

Simone Sá
Simone Sá, gerente de RH e Comunicação Corporativa do Grupo Freudenberg na América do Sul

O programa permite que todo colaborador possa  inscrever seus filhos e em contrapartida, a empresa espera que ele também esteja aberto a receber um jovem. Isto não é obrigatório, mas desejável, e segundo a empresa, as experiências tem demonstrado que algumas famílias gostam tanto de receber que todos os anos pedem para receber, mesmo que seus filhos já tenham ido ou mesmo não tendo filhos.

 

A gerência do programa é realizada entre os RHs das localidades, mas a matriz é que cuida integralmente do programa, ou seja, ela recebe as inscrições e se preocupa em encontrar o melhor “match” e, complementarmente, os RHs locais são os responsáveis por divulgar o programa internamente e receber as inscrições. Quando é definida uma viagem, o RH local em conjunto com a matriz organizam toda a viagem. Desde orientação sobre passaporte e vistos e compra da passagem.

Já a seleção é feita de forma a mesclar o idioma das famílias disponíveis com os idiomas que o jovem tenha conhecimento. Como são intercâmbios de dois a quatro semanas não há tempo para o jovem aprender um idioma, por isso, pelo menos o básico é importante para poder se comunicar com a família anfitriã. O gargalo é o número de intercâmbios possíveis de gerenciar por temporada, geralmente nas férias, portanto, são priorizados os jovens com idade mais avançada, pois só podem ir até os 20 anos.

 

Segundo Simone Sá, a Freudenberg foi a primeira empresa a criar este tipo programa na Alemanha, depois várias empresas já procuraram a empresa para aprender e desenvolver programas similares, e todo jovem que viaja precisa escrever um diário, contando suas aventuras durante o intercâmbio, que sempre é rico em surpresas e histórias fascinantes.

 

Experiência única

 

A brasileira Juliana Matos, filha de Carlos Matos, gerente de mercado da Freudenberg Filtration Technologies (Jacareí, SP), viajou para a Alemanha em dezembro de 1999, no primeiro ano do programa, quando ela tinha 15 anos. A viagem marcou o início de sua bagagem internacional e foi um sonho que se tornou realidade. “Sempre quis me lançar no mundo e a Freudenberg me ajudou a fazer isso. Minha primeira experiência nova e surpreendente aconteceu ao desembarcar no aeroporto de Frankfurt, quando vi a neve pela primeira vez”, conta Juliana, que tomou gosto por viajar e, em 2001, passou um ano nos Estados Unidos, em um intercâmbio de estudantes.

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Juliana Matos

Hoje, assim como o seu pai, Juliana também atua em uma das empresas do Grupo, a Freudenberg-NOK Sealing Technologies que, no Brasil, tem fábrica em Diadema (SP). Mas, atualmente, ela se encontra novamente nos EUA, na cidade de Plymouth, onde é a gerente de contas para o setor automotivo em outra unidade da companhia. “O TANNER me mostrou como o mundo é colorido”, diz.

 

Outra experiência foi vivida por Mauro Frangipani, diretor industrial da Freudenberg-NOK Sealing Technologies, que  recebeu este ano uma jovem alemã que mora em uma pequena cidade. O executivo conta com entusiasmo que tudo na grande São Paulo surpreendeu a jovem. Por outro lado, sua filha Julia também foi para a Alemanha no ano passado e, para sua surpresa, um jovem espanhola também ficou hospedada na mesma casa.

Ele conta que a filha superou as expectativas em todos os sentidos, mesmo tendo sido na época da Copa e visto o Brasil perder de 7 X 1 rodeada de alemães.“Ela não se conteve e foi as lágrimas e os alemães foram muito amáveis a consolaram, mas estando eufóricos“, contou.

De acordo com o RH, pelos depoimentos dos colaboradores, a gratidão da empresa possibilitar a ida do jovem para outro país, principalmente pelos que não teriam condições financeiras de proporcionar isto para os próprios filhos, é enorme, e os resultados difíceis de mensurar, mas, com certeza gera nos colaboradores que tiveram a chance de enviar seus filhos ou nos que receberam filhos de seus colegas um vínculo emocional muito forte com a empresa.

 

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