Comportamento

Quase 90% das mulheres brasileiras aspiram assumir cargos de liderança

Empresa mundial em recrutamento, aponta que 89% das mulheres brasileiras aspiram assumir cargos de liderança, como o de CEO, diretora ou gerenteO levantamento foi realizado globalmente com aproximadamente 11.500 especialistas de recrutamento e traz índices sobre a ambição feminina no ambiente de trabalho.

De acordo com os resultados, as brasileiras estão entre as mais confiantes em suas carreiras (68%), dentre todos os países pesquisados. “Em geral, o público feminino em mercados emergentes têm maior autoconfiança do que nos países desenvolvidos. É o caso não apenas do Brasil, mas também do México”, diz Jonathan Sampson, diretor geral da Hays no Brasil.

As brasileiras também lideram o ranking de mulheres que se consideram preparadas para compartilhar suas aspirações no ambiente corporativo, em comparação aos demais países: 66% das entrevistadas no País acreditam que podem comunicar suas ambições na empresa.

Questionadas se acreditam que colegas de gêneros distintos são remunerados de maneira igual, 51% das mulheres, no Brasil, disseram que sim.

Mercados emergentes deixam países europeus para trás em índices de ambição feminina

Os países europeus – como Inglaterra, Alemanha, França e Holanda – estão ficando para trás com relação às nações em desenvolvimento quando o assunto é ambição feminina no ambiente de trabalho.

Apenas 11% das mulheres da Inglaterra acreditam que têm necessidade de alcançar os níveis mais altos da hierarquia corporativa, como CEO, a fim de sentirem-se bem sucedidas em suas carreiras. Já na Malásia, 28% das mulheres possuem essa ambição, ante 22% na Colômbia e 18% nos Emirados Árabes Unidos, de acordo com a pesquisa realizada pela Hays.  Em contrapartida, as mulheres inglesas ficam mais satisfeitas ao alcançarem níveis sêniores abaixo da alta gestão das companhias: quase quatro em cada dez profissionais (36%) dizem que seria necessário alcançar o nível de diretoria para sentirem-se bem sucedidas.

A falta de talentos femininos no topo das empresas não mostra sinais de reversão. Mulheres na alta administração tendem a se concentrar em funções de apoio, em vez de papéis de liderança no núcleo das organizações. Uma pesquisa recente mostrou que, globalmente, apenas 9% das mulheres atuam como CEO’s (Chief Executive Officers) ou COO (Chief Operating Officers). No caso de CFO’s (Chief Financial Officers), os papéis são ligeiramente superiores, com 18% desses papéis ocupados por mulheres, segundo dados da Grant Thornton.

“É preciso haver um melhor apoio de todos os lados em torno de diversidade de gênero, a fim de encorajar as mulheres a chegar ao topo. Existe atualmente um grave desequilíbrio entre homens e mulheres em seus pontos de vista sobre remuneração e reconhecimento às trabalhadoras do sexo feminino”, comenta Jonathan Sampson, diretor geral da Hays no Brasil.

As empresas também precisam ser mais transparentes em suas práticas para apoiar o avanço das mulheres no local de trabalho, incluindo políticas de diversidade de gênero formais. A maioria dos entrevistados disse que a sua organização ou não possui uma política de diversidade (44%) ou não tinha certeza se existia (28%).

Para Sampson, “as empresas precisam se certificar de que suas iniciativas e planos de desenvolvimento são claros para manter e promover seus talentos femininos. Os empregadores também precisam reconhecer os benefícios em ter uma força de trabalho diversificada em gênero, com um banco de talentos mais forte e, assim, possibilitar maior produtividade e um negócio mais bem sucedido. Claramente, a igualdade de gênero precisa ser promovida para além dos processos burocráticos corporativos”.

 

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