Carreira

Recolocação profissional: uma nova chance para ser feliz!

Enquanto o trabalho do seu sonho não vem, procure desenvolver outras habilidades, fazer algo temporário, dar uma aula ou qualquer coisa que ajude em seu orçamento

É muito comum ver pessoas que se recolocaram profissionalmente, após um longo período de transição, não permanecerem empregadas por muito tempo. Isso sempre me intrigou e após muitas leituras de relatos, desenvolvi uma teoria sobre essa questão.

Acredito que, no desespero, as pessoas acabam aceitando qualquer coisa na esperança de se adequarem à nova atividade ou ao estilo de trabalho da empresa. Em nome do emprego, dão tudo de si para que funcione, mas não é algo tão simples. E no fundo, sabem que a nova ocupação nada tem a ver com elas.

O que poderia ser feito para diminuir esse risco e acertar na escolha? Não existem fórmulas, mas o preparo é fundamental. É claro que é mais difícil para quem não tem uma reserva financeira, afinal a pessoa não pode se dar a esse “luxo”.

Mas e aqueles que possuem uma situação um pouco mais confortável, por que se jogar em qualquer oferta? Seria em função do estigma de sentir-se “fracassado” se não estiver “produzindo”?

Geralmente, ao conhecermos alguém, a pergunta “o que você faz?” costuma vir logo na sequência de “qual é o seu nome?”. Para existir é preciso “ser alguém profissionalmente”. E lá vamos nós fazer qualquer coisa para que possamos provar para os outros a nossa capacidade, inteligência e poder.

Não julgo porque essa ansiedade também fez moradia em meu ser. Por muito tempo gostei de ter meu cargo, na empresa que tanto idealizava, atrelados ao meu nome, sendo quase que como uma extensão minha. Já não estava feliz há algum tempo, mas ignorava os sinais do corpo e da alma. Mas quando veio a demissão, após um longo luto, tudo ficou mais claro. Minha falta de visão, minha teimosia, tiveram um preço. Mas entendi a lição. Decidi por um caminho solo. Mas se tivesse optado por voltar ao mercado, sei o que não deveria fazer. Essa é apenas minha visão, mas acho que falta um pouco de dedicação e entendimento do que deveria ser feito nessa fase.

Sim, existem muitas coisas a serem pensadas quando se está em um processo de transição profissional, e a verdade é que isso é muito bom. Seria hipocrisia dizer que é um presente, mas é com certeza uma nova chance para ser feliz!

Explico. Na correria da vida, negligenciamos muitas coisas em função de uma agenda multitarefada. Portanto, esse tempo pode e deve ser encarado como uma oportunidade de colocar as pendências pessoais em dia, seja no lado emocional, físico, espiritual ou prático.

A primeira coisa é saber o que você quer e, sobretudo, quem você é no meio de tudo que foi absorvendo em sua trajetória. Com esse ponto esclarecido, foque no seu bem-estar! Faça exercícios, meditação, cuide da saúde e da alimentação. Tenha um bom sono, escute música, passe tempo com quem ama. Se necessário, busque ajuda profissional, pois isso pode acelerar o processo de cura interior e a retomada das atividades. Afinal, ninguém gostaria de perder uma oportunidade por estar emocionalmente instável, não é mesmo? E isso acontece!

Com essa parte equacionada, pesquise o mercado em que deseja atuar e prepare-se para ele da melhor forma que puder: leia muito, converse com as pessoas, faça cursos de especialização. Paralelamente, atualize CV, perfil e faça networking. Escreva artigos, comente em publicações alheias. Interaja. Peça ajuda. Não há vergonha nisso. E ajude também! Um pequeno ato pode significar muito para alguém. Por fim, procure controlar a ansiedade. Oportunidades surgirão, mas nem sempre será no tempo esperado.

Enquanto o trabalho do seu sonho não vem, procure desenvolver outras habilidades, fazer algo temporário, dar uma aula ou qualquer coisa que ajude em seu orçamento.

Algumas pessoas descobrem um novo propósito dessa forma e transformam suas vidas. E lembre-se: nada dura para sempre. Vai passar!

Por Claudia Taulois – fundadora da Engaging — Estamos Juntos, publicitária e escritora.

 

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