Boas práticas

Retenção de talentos: companhias investem em desenvolvimento profissional dos colaboradores

No grupo Eternit, 25% das vagas são preenchidas em seleções internas

Reter bons colaboradores é um dos maiores desafios das empresas hoje. Para atingir esse objetivo, muitas companhias têm investido no desenvolvimento e formação de funcionários, buscando fazer com que eles trabalhem no que gostam e saibam que há perspectivas de mudanças e crescimento profissional dentro de casa. Afinal, nem sempre é preciso deixar o atual emprego para começar uma nova carreira. Aos 80 anos, o grupo Eternit – líder em soluções para a construção civil –, por exemplo, mostra que está atento aos novos tempos e tem obtidos bons resultados com a criação de um programa de desenvolvimento de carreira, batizado de Placar.

“O nosso turnover é baixo, inferior a 2% e, em média, 25% das nossas vagas são preenchidas por meio do recrutamento interno. Parte desses resultados vem do Placar, um programa de desenvolvimento de carreira para absolutamente todos os colaboradores, do primeiro posto até a diretoria. Consiste em identificar os potenciais e objetivos de cada um, orientar o que devem fazer para chegar aonde desejam e acompanha-los nesse processo. O retorno tem sido muito bom tanto no crescimento profissional dentro da mesma área quanto na mudança entre departamentos. Em alguns casos, a empresa também custeia a formação do colaborador”, afirma Valdelice Soares, gerente de Recursos Humanos do Grupo Eternit.

Desde que foi reformulado, em 2012, o programa já possibilitou que mais de 600 colaboradores, mudassem de função ou área dentro do grupo. Leandro Melo da Costa, de 36 anos e há 6 na unidade da Eternit na Bahia, é um deles. O profissional começou como ajudante de produção e, por meio do Placar, passou a operador de máquinas e este ano assumiu a função de mecânico de manutenção industrial – após concluir a formação técnica, com apoio da empresa, inclusive com parte do custeio do curso.

“Sempre usei o Placar como suporte para o meu desenvolvimento profissional e indico a todos os colegas, pois mesmo quando recebemos um não num primeiro momento, sabemos as razões e somos orientados sobre como podemos transformar essa negativa em uma oportunidade para o futuro. Hoje eu sou um exemplo de que é possível a pessoa sair do operacional e ir para uma área técnica”, comemora Leandro.

Guilherme Derli Kuhn, de 34 anos e na Eternit do Paraná desde 2004, também é assíduo do Placar. Nos últimos 14 anos, ele já ocupou sete funções ascendentes em sua área e também trocou a área operacional pela técnica.

“Antes trabalhava em uma empresa familiar, onde não havia muitos benefícios nem perspectivas de crescimento. Quando comecei a receber orientações do RH sobre como seria na Eternit, fiquei muito feliz. Via muitas oportunidades e pensava comigo, vou chegar lá!”, lembra Guilherme, que começou como ajudante de estocagem e carregamento até chegar, há seis meses, à analista de logística pleno.

Agora com formação superior, o profissional lembra com satisfação de cada degrau que subiu dentro da companhia. Para deixar de ser ajudante e passar à operador de empilhadeira, por exemplo, a primeira barreira era não ter habilitação. “Fui atrás, tirei a CNH e logo surgiu a oportunidade. Sem dúvidas abracei cada uma delas com muito entusiasmo, pois via que se eu me empenhasse, a empresa iria reconhecer e valorizar. Tanto que mesmo quando ainda estava na operação, comecei a faculdade e meu chefe viu esse movimento e me convidou para trabalhar em uma área que tinha mais a ver com a profissão que tinha acabado de escolher. E assim fui evoluindo”, conta Guilherme.

Outro caso é o do diretor administrativo financeiro, Rodrigo Lopes da Luz, que iniciou na empresa em 2004, como analista contábil pleno, passando por outras funções e áreas, até assumir em 2009 a Gerência de Relações com Investidores e Planejamento Estratégico e ser nomeado em 2014 como Diretor Administrativo Financeiro do Grupo Eternit.

“Ver exemplos como esses nos mostram que estamos no caminho certo. Em um ambiente com valorização, oportunidade e estímulos, a qualidade da entrega melhora muito e a satisfação e realização profissional mais ainda”, destaca Valdelice.

Por essa preocupação e esforço por construir um ambiente de trabalho saudável e estimulante, que valoriza o profissional, o Grupo Eternit tem recebido nos últimos anos prêmios de melhores empresas para se trabalhar, como Great Place to Work e Você S.A..

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