Benchmarking

Seis mandamentos para um modelo de gestão de pessoas

O jeito Berlitz de fazer gestão global de 11 mil funcionários distribuídos em cinco continentes

Com 500 unidades distribuídas por 70 países na América Latina, América Central, Estados Unidos, Europa e Ásia e 11 mil funcionários (destes cerca de 8 mil são professores), o Berlitz Corporation adota um modelo único e integrado de gestão de pessoal, que tem garantido sua consolidação como um dos três maiores players  globais no ensino de idiomas. No Berlitz Brasil, onde o grupo encontra-se há 103 anos, esse modelo é o principal responsável pela percepção da marca entre alunos, ex-alunos e colaboradores.

FOTO HORIZONTAL PRESENTE DO BERLITZ EM ALTA
Arthur Bezerra, presidente do Berlitz Brasil

Para manter sua equipe atualizada e inserida em um universo de conhecimento cada vez mais amplo, o presidente do Berlitz Brasil Arthur Bezerra promove regularmente workshops com especialistas de diferentes áreas, especialmente relacionadas à inovação e sustentabilidade. O Berlitz Brasil contabiliza hoje 14 escolas no País e sete mil alunos. Mas até o final do ano pretende chegar a 23 centros de ensino, segundo metas do plano de expansão de franquias colocado em prática pelo CEO Arthur Bezerra. Em cinco anos, Bezerra projeta um total de 40 unidades.

 

Visão Global

Segundo Mattias Schwarz, vice-presidente mundial de Recursos Humanos do Berlitz Corporation, 5% a 10% da receita global do grupo (faturamento de R$ 4,5 bilhões em 2015) é destinada a programas de treinamento e formação continuada. Cerca de 10% do tempo dos funcionários é dedicado a treinamento, muitos interculturais – um mix de iniciativas de políticas globais combinadas com as políticas locais, observando-se as peculiaridades dos clientes em cada região. Para isso, o Berlitz dispõe de 5 a 6 mil treinadores. “Nosso maior desafio é gerenciar um pool de talentos para atender às necessidades de nossos clientes e nossos professores acabam sendo expostos a uma multidão de alunos no mundo inteiro”, diz Schwarz.

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Mattias Schwarz, vice-presidente mundial de Recursos Humanos do Berlitz Corporation

A guerra pela disputa de talentos afeta as corporações e uma de nossas responsabilidades é também contribuir para a retenção de talentos nas empresas, treinando seus executivos nos idiomas de suas áreas e regiões de atuação permanente ou temporária, explica o vice-presidente global de RH. Atualmente, 80% da base de clientes do Berlitz é corporativo.

O Berlitz segue os mandamentos de um modelo de gestão moderno, extraídos das cinco principais tendências do RH e no mundo, válidas para todo o universo corporativo, segundo Schwarz:

1 – fazer estudos demográficos, que mudam de país para país –  “ O Brasil, no caso,  é um país jovem, com uma força de trabalho jovem e as empresas ainda precisam se preparar para conviver com essa realidade”

2 – equilibrar trabalho e lazer, “que depende do estágio de desenvolvimento do país”

3-  fazer gestão de talentos, “não só de alto potencial, mas também em fase de recrutamento”;

4 – fazer a gestão da mudança – “como preparar os funcionários para esse mundo complexo e cheio de constantes mudanças”

5 – ter uma cultura corporativa para criar um sistema único de valores, “que integra o profissional em qualquer lugar onde esteja”

6 – formar lideranças – “preciso saber gerenciar equipes”.

A questão do ambiente de trabalho é outro foco de atenção da organização, que realiza frequentes pesquisas globais de satisfação. “Pela minha experiência, a satisfação do funcionário em relação ao ambiente de trabalho tem menos a ver com o tangível, como móveis, espaço, mas como ele se identifica com o produto, a equipe e as lideranças.” Por tudo isso, o turnover do Berlitz é muito baixo, diz o vice-presidente de RH. “Temos um alto nível de senioridade na equipe, com funcionários trabalhando conosco há 10, 15 anos.”

 

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