Comportamento

Startups de tecnologia adotam home office para conter o coronavírus

Com o aumento dos casos do Covid-19, a adoção do home office já tem sido uma das estratégias de segurança e responsabilidade social aderidas pelo ecossistema das startups

Na última semana, o Cubo Itaú anunciou, temporariamente, o cancelamento das tradicionais visitas internacionais e eventos de grande porte no prédio localizado na Vila Olímpia, instruindo que os residentes trabalhem remotamente.

A Qulture.Rocks, software de gestão de desempenho, que soma 55 funcionários, há algum tempo já estava trabalhando remotamente graças a possibilidade que a tecnologia permite e as várias plataformas disponíveis para liderança. Entre as medidas iniciais, a empresa elaborou um manual interno com orientações para os colaboradores sobre como se portar em tempos de crise, dados sobre a doença, dicas de como evitar o contágio. O material pode ser baixado por aqui.

Além disso, liberou os funcionários para trabalhar home, e preparou um artigo sobre as dores do trabalho remoto. A startup acabou de lançar um app para one a one, que ajuda líderes a realizarem reuniões periódicas com liderados, troca de feedbacks contínuos e alinhamento de expectativas tudo à distância, uma prática muito disseminada pelas empresas no Vale do Silício.

Já a Kenoby, software de recrutamento e seleção, que tem atualmente mais de 100 funcionários, assim que os avisos sobre casos do vírus no Brasil iniciaram, disponibilizaram álcool em gel pelo escritório e nas áreas comuns, assim como promoveram campanhas de informações. Foi enviado comunicados com informações sobre o vírus, formas de prevenir e, também, o que fazer em caso de suspeita. Reforçaram a importância da utilização do app do plano de saúde da empresa, para que os funcionários tirarem dúvidas com os médicos de forma remota e com objetivo de não sobrecarregarem os hospitais.

Na última sexta-feira, 13 de março, foi liberado o trabalho remoto para 100% do time. Divulgaram e incentivaram a utilização do app do ministério da saúde, que contém informações do Coronavírus, ao passo que monitoram notícias alertando os funcionários para o cuidado com as fakes news.

A Antecipa, fintech de antecipação de recebíveis com foco no caixa do sacado das empresas, que mantém escritório também em Salvador, na Bahia, liberou há mais de uma semana home office para toda a equipe, como uma medida preventiva de saúde e respeito aos funcionários.

Por fim, a International School, programa de educação bilíngue para escolas – e que dessa lista é a única que não reside no Cubo – tendo em vista a saúde e bem-estar de toda a comunidade escolar e dos colaboradores, suspendeu temporariamente as visitas às escolas durante o mês de março. Porém, o time de consultores educacionais e Advisors continuam prestando assessoria remota, além dos times de Partner Support e Central Pedagógica, que já prestam esse serviço.

Também comunica que todos os eventos para clientes, nos meses de março e abril, foram suspensos. Já com foco nos colaboradores, a empresa liberou o home office para o grupo de risco (idosos acima de 60 anos, gestantes, pessoas com baixa imunidade, problemas respiratórios, hipertensos e diabéticos) sendo 14 dias e podendo ser estendido de acordo com o cenário. Além disso, o trabalho remoto para times que viajam, para pessoas que retornaram de viagens internacionais recentes ou tiverem contato com pessoas infectadas. Foram recolhidos todos os utensílios compartilhados na copa (copos e talheres) e orientado que, cada colaborador utilize o seu pessoal. Também foram adotadas medidas como recomendações comportamentais (evitar abraços, beijos, apertos de mão) e de higienização e limpeza dos ambientes.

 

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