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Talentos e pessoas estão entre os principais desafios para CEOs nos próximos 5 anos

O estudo indica que executivos usam a tecnologia para navegar as mudanças em gestão, mas estão voltando às origens, enfatizando a importância dos relacionamentos pessoais

Em tempos de Inteligência Artificial e tecnologias emergentes, gerenciar relacionamentos tem se mostrado mais importante do que nunca, e aparece na lista dos principais desafios para os CEOs nos próximos cinco anos. Essa é uma das constatações da pesquisa 2019 Views from the C-Suite, conduzida pela consultoria global de gestão estratégica A.T. Kearney junto a 450 executivos-sêniores de grandes organizações com faturamento superior a US$ 500 milhões em 23 países ao redor do mundo.

Segundo o levantamento, 50% dos executivos entrevistados apontam a Inteligência Artificial (AI) e Machine Learning (ML) como a maior oportunidade para transformar seus negócios. Porém, mais de 90% deles asseguram que as mudanças trazidas com elas não levarão à redução do tamanho de sua força de trabalho. Neste ambiente, atrair e gerenciar talentos tornou-se essencial.

Segundo o estudo, nos últimos dois anos, mais de 80% das empresas aumentaram os investimentos e a atenção dedicados à gestão de talentos.

O levantamento da A.T. Kearney aponta que as habilidades críticas que cresceram em importância incluem capacidades ligadas a tecnologia, inovação e criatividade, solução de problemas conjugadas com habilidades mais gerais como liderança/gestão, comunicação, trabalho em equipe e administração. “Os CEO’s enxergam essas habilidades como as mais difíceis de encontrar, e preveem que reter e atrair talentos com este perfil é crítico nos próximos cinco anos como resultado das mudanças tecnológicas”, explica Mark Essle, sócio da A.T. Kearney no Brasil.

Apesar dos avanços tecnológicos na área de identificação de talentos via plataformas como LinkedIn e outros, executivos de todas as regiões e setores priorizam os relacionamentos presenciais na gestão de pessoas. Quando o assunto é recrutamento e treinamento, 40% deles ainda conduzem entrevistas presencias e 53% optam por treinamentos presenciais, respectivamente.

Na contramão de muitas análises econômicas, 91% dos executivos entrevistados não acreditam em redução de suas forças de trabalho em decorrência de substituição tecnológica — pelo menos não até 2024, segundo o estudo. “Isso é um sinal de que a briga para atrair e reter talentos deve se intensificar conforme o mercado de trabalho se transforma.”

Outros pontos da pesquisa apontam a necessidade de se adaptar a um mundo multilocal, menos globalizado, com mais barreiras, mais fricção nas cadeias de suprimentos e mais vulnerabilidade a ataques cibernéticos. As preferências dos consumidores estão se transformando na direção de produtos de origem local, sustentáveis e personalizados.
“Além disso, as tenções geopolíticas podem significar um ponto de atenção que muitos preferem ignorar, mas tem que levar em consideração no planejamento das operações globais de suas empresas”, avalia Essle. “O poder de transformação de AI e ML também deve ser encarado com seriedade e realismo para calibrar o investimento nestas tecnologias.”

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