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Tecnologia e atitude: os principais fatores para inovar e transformar sua empresa

Para realmente inovar, é necessário transformar processos de forma inusitada em algo que seja potencialmente capaz de gerar mais valor

Inovar é uma missão impossível? Definitivamente não, sou especialista em Transformação Digital e Inovação, atuo ajudando grandes e médias empresas e garanto que inovar é possível, mas concordo que não é uma tarefa fácil. O que precisa ficar claro é que inovação não é o mesmo que uma simples novidade. Algumas vezes, adquirir um equipamento ou implementar novos processos não é algo inovador, mas apenas uma forma atualizada de alcançar os mesmos objetivos de sempre.

Para realmente inovar, é necessário transformar processos de forma inusitada em algo que seja potencialmente capaz de gerar mais valor com menores investimentos. A inovação só é inovação se ela for capaz de gerar valor que atenda a real necessidade de um segmento ou grupo de pessoas. E que fique claro: sem inovação, uma empresa está relegada a seguir os outros e se contentar a participar de um negócio commodity.

Tecnologia e atitude, isso sim são fatores fundamentais para a inovação. Uma pesquisa da Oxford Business Group revela que um terço (33,9%) das PMEs brasileiras tem como prioridade ser inovadora. Apesar dessa vontade, em muitos casos o impulso para abraçar a inovação esbarra na difícil missão de escolher a tecnologia mais adequada.

A lista de 2018 das 50 organizações mais inovadoras do mundo, da renomada Boston Consulting Group (BCG), mostrou que 11 empresas são nativas digitais. Além disso, duas nativas digitais entraram no TOP 10: o Alibaba Group, que entrou no TOP 50 pela primeira vez, e o Uber, que ingressou pela primeira vez no ranking ano passado.

O relatório dessa pesquisa afirma que as empresas líderes do ranking transformaram as atividades de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos em verdadeiros empreendimentos digitais. O fato é que a maioria, se não todas, incorporaram tecnologias digitais em seus programas de inovação, inclusive as empresas cujos negócios são considerados mais sólidos e conservadores.

Empresas como Amazon, Uber, Google e Netflix têm em comum o fato de adotarem a tecnologia como principal combustível para a inovação. Nesse cenário, torna-se impossível separar a estratégia de negócios da estratégia de tecnologia. Ainda mais em um modelo que pode e deve ser replicado em empresas de diversos setores e diferentes tamanhos.

Claro que estamos falando de grandes companhias, já conhecidas mundialmente, mas uma frase do empreendedor Richard Branson mostra que as pequenas têm muito o que ensinar quando falamos de inovação: As pequenas empresas são ágeis e ousadas e podem ensinar às empresas muito maiores uma ou duas lições de inovação que podem mudar indústrias inteiras.

Isso quer dizer que inovar não tem tamanho, pois a inovação deve estar na mentalidade dos líderes, no dia a dia da empresa. A inovação está em ter uma linguagem comum e conseguir redesenhar seus serviços a partir de uma perspectiva do cliente, é sobre a integração de novas tecnologias nas lojas ou sobre encontrar abordagens de marketing criativas.

Inovar é ter atitude!!!!

Sabemos que inovação não é uma tarefa impossível, mas você vai precisar fazer testes, errar, fazer testes e acertar. É preciso criar ferramentas e processos que valorizem as ideias dos colaboradores e aplicá-las ao crescimento do negócio é uma aposta de quem está inovando. As pessoas envolvidas na rotina e que conhecem muito bem o business podem se tornar uma peça chave no crescimento da empresa. Com este tipo de prática de gestão, pode-se notar um aumento considerável de produtividade e engajamento dos funcionários.

Inovação passa por ter uma gestão horizontal, eliminando cargos em hierarquias, estimulando a auto responsabilização dos colaboradores e facilitando a comunicação entre diferentes setores da empresa. Este ponto é muito delicado, estamos falando de mudar completamente a forma com as empresas lidam com liderança e gestão.

Outra dica que otimiza a produtividade é oferecer recompensas aos colaboradores. O formato varia de acordo com as possibilidades de cada empresa e podem contemplar dias de folga ou até mesmo presentes como ingressos para cinema, jantares em restaurantes, entre outros. Não é recompensar um programador por codificar bem, isso é a profissão dele, porém recompensar as atividades extras, por exemplo, se ele ministra uma palestra ou escreve um artigo técnico, algo desse tipo.

O Google permite que seus colaboradores invistam 20% do tempo de trabalho para darem segmento aos projetos pelos quais eles são apaixonados, mesmo que seja fora da missão da empresa, ou do seu principal produto.

Precisamos deixar claro que a inovação é inclusiva, não exclusiva. Afinal, qualquer processo de negócios precisa de tempo para acontecer. Restringir o tempo, a energia e outros recursos necessários para que ela aconteça simplesmente não vai funcionar. E você, está pronto para mudar sua mentalidade e inovar?

Por Leo Monte, co-fundador da GR1D, autor da metodologia de inovação ShakeUP, especialista em Modelos de Negócio de Plataforma, Transformação Digital e Inovação.

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