Boas práticas

Tecnologia ganha espaço no employer branding

Mais do que ter ações descontraídas no ambiente de trabalho, empresas precisam olhar para o que seus colaboradores realmente esperam no dia a dia

Employer branding é um conceito para o qual as empresas têm cada vez mais olhado. Ter escorregador no escritório, ambiente descontraído, flexibilidade de horário e happy hour são algumas das práticas das companhias para criar um bom relacionamento com o seu colaborador. Mas será que são ações “descontraídas” que fazem com que os profissionais engajem mais e vistam a camisa da empresa?

Segundo Beatriz Zarattini, Talent Management da Wavy, empresa do Grupo Movile especialista em mensageria e customer experience, nem sempre são propostas como essas que têm o maior efeito na satisfação dos profissionais. “Escorregador no escritório e happy hour são pontos que agregam, mas não é o suficiente e não faz as pessoas aderirem às causas da empresa. Para que o empenho dê resultado é necessário compreender, antes de tudo, as expectativas dos funcionários, dando voz aos colaboradores e ouvindo-os para entender o que faz diferença para cada um. Pesquisas de clima, por exemplo, são essenciais para analisar como está a reputação da empresa internamente”, explica a profissional.

Neste processo de ouvir os profissionais, a Wavy implementou como ação para trazer mais engajamento, utilizar o próprio know how tecnológico para desenvolver ações com os colaboradores por meio de bots para reforçar a cultura da empresa e o relacionamento interno. “Um dos nossos principais produtos são bots para melhorar os atendimentos e resolver dores das empresas, a partir disso começamos a pensar em como poderíamos utilizar esses recursos na nossa estratégia de Employer Branding,” comenta Zarattini.

A ideia é que quando o(a) Nerd (como se chamam dentro da Wavy) tenha dúvida sobre qualquer tópico relacionado a história, produtos, cultura, canais de comunicação, benefícios, pagamentos ou desenvolvimento – que a pessoa acione a Ada, persona do bot, que apresenta o “Guia para Nerds”. Ou seja, é como se fosse um SAC para assuntos que normalmente são respondidos pela área de Gente via e-mail ou pessoalmente e eles quiseram trazer uma experiência diferente.  A ideia de usar um bot foi trazer um viés mais inovador para o RH.

Externamente também existe uma estratégia através de um bot de recrutamento, com a mesma personalidade, a Ada, interagindo com os candidatos. “Para recrutamento, darmos visibilidade para a nossa cultura Nerd para o público externo, conseguindo, desta forma, divulgar na prática um dos nossos ramos principais de atuação e entregamos uma experiência diferenciada àqueles que escolhem participar do nosso processo seletivo”, explica Zarattini.

Outro ponto fundamental é olhar o que motiva o time para muito além da parte profissional, trazendo aproximação e cuidado com cada um. Um exemplo disso é a ressignificação da “cultura nerd” realizada na empresa. Com DNA tecnológico, a Wavy possui boa parte do quadro de funcionários entusiastas nos mais diferentes assuntos e utilizou dessa esfera para empregar a ideia do “lado nerd das pessoas”, fazendo com que os apaixonados sentissem um senso de pertencimento.

Investimentos em Employer Branding

Mas será que o mercado está preparado para isso? A especialista da Wavy acredita que sim. As empresas entenderam que Employer Branding não é mais um luxo e sim uma necessidade e, de acordo com a pesquisa da plataforma Employer Branding Brasil sobre o panorama de 2019, 62% das companhias já demonstraram compreender a importância desse conceito e esperavam aumentar investimentos em marca empregadora no próximo ano.

Outra pesquisa realizada pela Universum em 45 países, demonstra que as organizações pretendem investir quase 70% a mais nos próximos meses em conteúdo de employer branding nas redes sociais, ademais, esforços nesta área são uma prioridade para 66% das grandes empresas com mais de 10 mil funcionários.

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