Dica de leitura

“Uma nova (des)ordem organizacional” Convida RH a liderar o redesenho das organizções

Livro de Marco Ornellas traz propostas e conceitos alinhados à campanha global “Imperative 21”

Qual o papel do executivo de RH no mundo VUCA – volátil, incerto (uncertain), complexo e ambíguo – onde mudar é o modo de ser? Como lidar com o sentido de urgência? O que significa “humanização das empresas”, caminho a ser trilhado por todas as companhias nos próximos anos”? É possível derrubar fronteiras em nome da colaboração? Dá para construir uma nova ordem organizacional a partir da desordem? Existe um futuro sem RH?

Esses são alguns dos questionamentos ora propostos, ora respondidos de maneira objetiva, leve e ao mesmo tempo contundente por Marco Ornellas em seu mais recente livro, que pode ser encontrado na versão física (https://colmeia.lojavirtualnuvem.com.br/produtos/nova-desordem-organizacional/) por R$ 59,00. A obra, cuja primeira prova ficou pronta junto com o anúncio da pandemia pela OMS, ganhou um Epílogo para ilustrar uma afirmação de Raj Sisodia, cofundador do movimento global Capitalismo Consciente: “o negócio dos negócios são as pessoas”.

Para Ornellas, o RH deve se tornar o pilar estratégico e liderar o movimento de renovação de cultura das organizações, pequenas ou grandes, afinal a área é a responsável por cuidar das pessoas que cuidam dos negócios. Essa forte convicção está baseada em sua experiência de mais de 20 anos como consultor empresarial; entrevistas com inúmeros CEO’s, futuristas, professores e líderes de RH; além de pesquisas e estudos nacionais e internacionais sobre o assunto, como a realizada, em 2019,  pelo coletivo Open Innovation do Brasil em parceria com o SocialData que mostra a cultura (56%), a burocracia (28%) e o desentrosamento da equipe (25%) como os três principais entraves da inovação no Brasil. O futuro é agora e o desafio do profissional de RH já se apresentou: despir-se das certezas, desapegar do mundo inflexível e linear que criou a sociedade do cansaço, e entender que funcionários, clientes, fornecedores, parceiros, produtos têm demandas únicas e exigem dedicação exclusiva.

A era digital deixou mais evidente os efeitos colaterais do capitalismo, que priorizou o lucro em detrimento de outros aspectos, gerando claramente desgaste, para não dizer esgotamento, de recursos. Criamos um sistema que escraviza e opera com uma lógica de competição, opressão e controle. Mudanças climáticas, deterioração da saúde mental e taxas crescentes de desemprego e suicídio são indícios fortíssimos de que tomamos o caminho errado. Ao chamar a atenção para esses pontos, Ornellas não pretende demonizar o capitalismo, mas sugerir que podemos (e devemos) aprender com as evidências a buscar formas mais sustentáveis de produção, tanto para o meio ambiente quanto para os humanos, e a olhar mais para a vida real do que para os negócios.  Afinal, que capitalismo queremos? Vamos construir um admirável ou abominável mundo novo? 

Nesse movimento, a transformação digital é um elemento importantíssimo, mas não fundamental. O ser humano está, mais do que nunca, no centro das mudanças. São as habilidades e os valores intrinsicamente humanos como empatia, criatividade, colaboração, visão sistêmica e ética, entre outros, que fazem a diferença na nova economia. O segredo para prosperar está em: 1 –  investir em inovação, eficiência e talentos, amparado em uma cultura aberta a novas perspectivas e soluções de problema;  2 – trabalhar a partir de um propósito (causa pela qual a empresa existe);  3 – gerar valor a todas as partes interessadas e não apenas para os acionistas; 4 – definir as lideranças que serão responsáveis por servir ao propósito da organização e estimular uma cultura de confiança e cuidado. “Inovações geram rupturas, entregam valor, geram novos caminhos. Há anos busco essas transgressões dentro dos RHs”, revela Ornellas.

 

Botão Voltar ao topo